Orgasmos literários
Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Domingo, 12 de Abril de 2009
lalalalaa
desejo há em qualquer esquina, mas o amor é escasso em muitas casas. como é estranha a vida.. e hoje está a dar-me para isto, para uma reflexão muito pouco concretizada e planeada em que as palavras vão surgindo simplesmente, sem ordem e tantas sem nexo. peço desculpa. tenho que pedir desculpa a tanta gente por tanta coisa, agradecer ainda mais. dizer aqueles de quem gosto que gosto deles e aqueles de quem não gosto, terei que sorrir. tenho tudo e tão pouco. tenho tão pouco e tenho tudo. será que algum dia estarei satisfeita com alguma coisa? é tudo tão passageiro e nada fixo. a verdade é aquela que alguém disse, ... e não aquela que eu pinto numa noite estrelada na minha tela negra de sentimentos. sou uma criança, e vou sê-la a minha vida toda, temo.
Domingo, 22 de Março de 2009
estou calma e serena, uma brisa paira em mim lentamente, um cheiro de outrora que neste instante me esta a trazer recordações, boas, pois tenho um inevitavel sorriso pintado na cara. estou feliz, sabes? és o melhor que me podia ter acontecido e quero ficar contigo para sempre. a serio. nem consigo entender como é que me aturas, és tão.. sei lá o que és. espalhas uma mistica fragancia esteja sol ou chuva, luar ou estrelado. já me levaste ao céu e agora quero que fiquemos por lá, pode ser? e vamos conhecer cada centimetro quadrado daquela imensidão, tudo com as maiores calmas, porque a eternidade é nossa. gostava de ser diferente por mim, mas especialmente por ti. nao mereces que seja como sou, e nao sei se me deva desculpar e desculpar ou se efectivamente deva fazer algo para mudar isso. porque ja que vou ficar contigo para o resto da minha vida.. que estes proximos dias, semanas, meses, anos que nos esperam sejam os melhores de sempre, ate porque o nosso passado nao é algo de muito bonito. um dia, quero te contar uma coisa, talvez tudo mude, talvez nada mude. nao o faço hoje, nem o vou fazer amanha. um dia, eu prometo.
Domingo, 8 de Março de 2009
não sei se deva estar feliz ou estar triste. nem eu mesma me conheço e já nem aqueles que me entendiam, outrora deixaram de o conseguir fazer. tenho medo que comecem a desisti de mim mas simplesmente estou a perder o sentido disto. porque é que me tenho que fartar sempre de tudo? porque é que nao posso ser feliz, apenas? assim nao dá.. teresa. assim nao dá. não gosto do que sou, será isso assim tao grave? e no entanto, já me tentei mudar mas não consigo. tenho as sementes dentro de mim, basta ganhar coragem para as deixar florir. e não tenho essa coragem. gostava de me juntar a uns tanto ou quantos, e tornar o sonho de muitos a minha realidade. viver contra o sistema, sem o querer dominar, longe disso até. será que alguém me ouve? será que alguém me entende. sinto me fechada numa cela com um bando de russos e chineses em que todos conseguem conviver e eu sinto me excluida. porque sinto isto? será um sinal? será que é mesmo o meu destino, ir para onde o vento me levar e fazer aquilo que o tempo quiser? tantas perguntas e tao poucas respostas.. será que te tenho? será que o que dizes é verdadeiro? será que é eterno? será que será que.. estou uma seca. estou a envelhecer. e não aprendo com os meus erros. tou me a cagar para esta merda toda. não mereço o que tenho. não quero um passado. porque é que temos que ter um passado? não faz sentido.. ou se temos que ter um passado ao menos que seja um passado de coisas em que nos temos mao, e nao que seja inerentes ao sujeito. como alguém me disse e embora fosse algo em que gostasse mesmo de acreditar "o que tens é o que te foi dado nao vives so do passado e nada é assim tao duro, podes ter um doce futuro (...)" quero-te a meu lado para o resto da vida. eu amo-te entendes?
Domingo, 1 de Março de 2009
Adivinha:
Pode ser curto ou comprido
Grosso ou delgado
Anda quase sempre escondido
Qaundo não é procurado
Quando é chamado ao serviço
Tem a mão que o guiar
Bem direito e reboliço
O seu uso faz gozar
Uma vizinha espanhola
Alta, forte e bela
Pede às vezes com empenho
Que encoste o meu ao dela
Depois de estar metido
Em certa fenda alongada
Vai sempre diminuindo
Trazendo a ponta molhada
Com três sílabas é composto
Com sete letras é formado
Por "c" começa
Por "o" acaba
O que é?
Como todas as adivinhas, surgiram quando se está a falar da sua resposta. tentei, embora frustradamente sem exito, colocar a resposta ao contrario, como naquelas revistas lindas em que também tem adivinhas. Mas como a minha tentativa foi em vão: cigarro
Pode ser curto ou comprido
Grosso ou delgado
Anda quase sempre escondido
Qaundo não é procurado
Quando é chamado ao serviço
Tem a mão que o guiar
Bem direito e reboliço
O seu uso faz gozar
Uma vizinha espanhola
Alta, forte e bela
Pede às vezes com empenho
Que encoste o meu ao dela
Depois de estar metido
Em certa fenda alongada
Vai sempre diminuindo
Trazendo a ponta molhada
Com três sílabas é composto
Com sete letras é formado
Por "c" começa
Por "o" acaba
O que é?
Como todas as adivinhas, surgiram quando se está a falar da sua resposta. tentei, embora frustradamente sem exito, colocar a resposta ao contrario, como naquelas revistas lindas em que também tem adivinhas. Mas como a minha tentativa foi em vão: cigarro
Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009
pim paum pum
dou voltas e voltas na majestosa sinfonia de pensamentos que me atormentam. eu volto para fugir deste ruido, volto para voltar a sentir. ouço música para fluir o meu pensamento para desprender as pautas rasgadas pelo meu corpo. escrevo, escrevo às escuras para me fazer crer na solidão de mim mesma. escrevo com o único objectivo de fazer notar os ecos da minha voz. abro a porta ao meu mundo musical, onde sonho sem dormir, onde toco sem sentir, onde acordo sem nunca adormecer. tu vives da música e eu nunca serei a tua melodia.. é assim. como me disse um dia, alguém, não escolhemos os intrumentos em que tocamos, eles é que nos escolhem a nós. e eu sou assim. não sou eu que escolho, é o que me envolve que me puxa para onde não quero conscientemente ir, mas no meu intimo é o paraiso onde quero viver para sempre. desculpa. e peço desculpa por tudo e nada e nem me vejo na obrigação, na crença mas sim no desejo de me desculpar. não sei explicar o que se passa comigo e não tenho o direito de te arrastar comigo para estas notas soltas sem sentido, para esta guitarra sem cordas.. nao queria tornar a sentir me assim, e nao quero sequer fazer te sentir aquilo que outora me fizeram sentir a mim. acima de tudo, respeito-te e tenho por ti um carinho enorme. mas não sei que se passa.. não és tu, não sou eu. a culpa é do tempo, e lá estou eu com a insistente necessidade de culpabilizar alguém. mas e agora? é a minha natureza. "não gostas, não comes". quero-te tanto, mas ao mesmo tempo, na mesma fracção de segundos, não não te quero. sinto me instavel, estou instavel, sou instavel
Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
Estabilidade nunca vai fazer parte do meu dicionário. Desculpa arrastar-te comigo para esta língua sem tradução, para estas palavras sem sentido, para estes verbos não conjugados.
Domingo, 15 de Fevereiro de 2009
es bela mas nao es amarela
nao sei se sinta que sinto aquilo que vou sentindo, mas talvez sinta aquilo que sinta que vou sentindo. e perco-me numa parede branca riscada pela rebeldia, e num couro cabeludo de tons avermelhados a fugir para o acastanhado, mas que na realidade é verde. e num grito mudo de solidao e desespero, e na calmia de um reboliço. encontro-me no escuro do teu olhar aconchegado por muitas e pequenas pestanas, e nas tuas unhas compridamente rentes à carne do teu dedo. ha muito que nao me contas historias de adormecer, ha muito que nao durmo acordada, e sonho na envolvencia dos meus lençois brancos de flanela. e vou existindo assim, na singelidade de um sorriso teu, tao raro como o sol do nosso passado recente janeiro, que passou num flash de emoçoes tão pouco sentidas. e volto ao mesmo, do nao sei se sinta que sinto aquilo que vou sentindo.. e fico assim. estavel. petrificada. neste ciclo tao pouco muito harmonioso em que te vejo pela ultima vez antes de me fechares a porta para a luz que me cega a visão. e consigo escrever, muito, sem nada. letras sem sentido numa desorganizaçao que so eu e tu entendemos. és a minha alma. a minha força. a minha luz. a minha. e nisso eu nao me posso perder
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
hmmm. vou cagar para as maiusculas e se alguem ainda se der ao trabalho de ler o que escrevo, peço desculpa por isso e por nao me ir dar ao trabalho sequer de utilizar o corrector de erros ortograficos. quero escrever apenas, e e este sitio é meu, e eu faço-o como bem quiser e me apetecer. ainda tenho o douro na vista, o sol de inverno a bater me nas pálpebras, o verdejante daquele jardim, os olhares indiscretos do homem de gabardine e do outro zé ninguém la da escola. e tenho-te a ti debaixo de mim, a mexeres-me no cabelo, com as costas armadas em ponte e estas suspenso no ar pela singela distancia que separa os meus lábios dos teus. é tudo tão bom, nunca estive tão bem com alguém como estou contigo. pela primeira vez sinto que é realmente mutuo, que isto é tao importante para ti como para mim, que fazemos de tudo para estarmos juntos, e que quando estamos juntos o tempo voa como as andorinhas na primavera para os sitios quentes. eu sei que nao aprendes nada comigo, mas para mim, a tua sabedoria é infinita, nunca foi escrita e todos os dias é dita e redita nas bocas do mundo. já nao tenho vontade nenhuma de fugir, acalmaste-me a alma, ordenaste me os pensamentos e agora estou bem. nao tenho nada a pairar na minha cabeça a nao ser tu mesmo e o teste de filosofia que vai ser a desgraça total. nao sabia que em tão pouco tempo, sim, prai a um mes e picos que entraste na minha vida realmente, pudesse ser tão importante como tu és. a tua opiniao conta mesmo, gosto das tuas teorias e gosto que me estimules. falamos de tudo e nada. fazemos de tudo e nada. e estamos assim, e desta forma, com esta subtil maneira, de rasgao de orelha a orelha, de diamantes nos olhos de uma quantidade de quilates incontavel, ee nao te esqueças, nos nunca vamos "cair no declinio", e isso, digo-te eu
Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009
e acordas-me as tantas da madrugada com uma coisa destas? devias ter vergonha
« even if they all love or hate no one can debate that we are one. somos aquilo que vivemos, somos tudo aquilo que esquecemos, somos o caminho que escolhemos e o futuro que colhemos. o amor que criamos o desejo que traçamos, a forma como criamos aquilo em que nos tornamos. preso nesta teia que me alimenta e desvaneia, que me ilude e que me impragueneia num sonho que é tao nosso. é pois por isso que nao compreendo, tanta duvida e tanto receio nalgo que se faz tao meigo como a pureza desta relaçao. fruto da alma e coraçao recheado de tal emoçao que me faz trocar sono e razao por esta hibrida e complexa paixao. nao percebo esta duvida que te faz excitar de tal modo duvidar de toda a minha entrega e participaçao. sou de corpo e alma teu, toma me por fiel judeu que nunca te ira abandonar. somente crente e choroso fico triste e penoso a pairar nessa tua teia, seja ela bela ou feia bebo a como absinto. é parte do que sinto, assim rapida e amargamente me pinto com as cores que pressinto. sou crente e amoroso, sou quente e fervoso e tal destino é doloroso para uma uniao poderosa de chama tao fervosa que so pode ser perfeita. amo-te lua nao me deixes na rua a gritar por ti. sinto te em cada esquina em cada forma que se queima ou transforma na paixao que sinto por ti. nem consigo dormir, quero te sentir respirar daquela forma, encostar no meu peito que é so teu. whenever you ar in my sight i can breath. beijo »
Sábado, 7 de Fevereiro de 2009
(so gosto de ti porque me dizes coisas bonitas e tens o che na parede do teu quarto)
"Sou feliz assim quero te a meu lado de certo modo entrelaçado com aquele olhar inocente só teu."
Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009
Apetece me escrever especialmente sobre ti. Atraiste me de uma maneira que nunca ninguém tinha feito, eras platonico, uma visão. Sempre encostado aquela parede, rodeado de gente, via-te num mundo só teu no qual eu nunca iria entrar. Criei uma ideia de ti, de como serias.. E hoje sei, que bateste qualquer expectativa que eu pudesse ter criado. De um momento para o outro começaste a sorrir para mim, a entrar na minha vida. E repito: bem dita a hora em que foste interromper a merda da aula da stora helena com os inqueritos mais estupidos de todo o sempre! Ambos estavamos a passar por muita merda, mas eu falei-te como se te conhecesse desde sempre. E aqueles abraços daquela tarde de segunda feira, o teu sorriso, a tua música. Tudo fazia brilhar o meu olhar, tu viste. As tuas palavras, sempre tão pouco explicitas para mim, fazem agora mais sentido. E até aquilo que disseste que eu era, e porque é que supostamente nunca iriamos ser mais que amigos. Eu entendo. A sério.. Mas as coisas mudam tão facilmente e hoje, sabemos que o futuro nos prega partidas. Sei que já te magoei, e que te magoou, acredita que não faço por mal. Que ver-te infeliz despedaça-me o coração. Porque hoje eu sei e para além de saber, eu sinto, que é contigo que quero estar. Não te troco por ninguém ouviste bem? Por ninguém! És uma força da natureza, e não sou a unica a dize-lo. O teu sorriso.. os teus olhos. És perfeito, e isso assusta-me. Quero ter-te mais do que aquilo que tenho, e quando fores eu vou e quando vieres eu venho. Nunca conheci ninguém como tu.. os sacrificios que já fazes por mim, o teu poder de fazer as horas voar e parecer que nunca estamos suficientemente tempo juntos. E graças a deus que posso sentir o teu cheiro a misturar-se com o meu, os teus lábios pousados nos meus..todos os dias deste mundo. Não preciso de muito, apenas de ti e dela.de vos sentir aqui comigo. Sou feliz contigo
Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009
É estranho como alguém em tão pouco tempo nos consegue fazer sentir tão bem. Gostava de ordenar os meus pensamentos numa gaveta e ir arquivando aquelas merdas todas que não interessam a ninguém. Nós temos um amor artista que não fica por estas minhas palavras, nem pelo aconchego do meu quarto, nem pela suavidade dos meus lençois. Não se trata de cama.. não se trata de um espaço, nem sequer do tempo. Atiramos o relógio fora, lembraste? Quero te para mim, só para mim. Mas tenho medo que seja apenas um estupido sentimento e necessidade de posse, não tenho o direito de te fazer isso. Estou a olhar para o monitor e a ver as letras aparecerem u m a p o r u m a aqui, e estou a lembrar-me do teu sorriso. Eu sou feliz, e nem imaginas o quanto. Não quero mais ninguém acredita. E não perguntes "a serio?" já disse que é a serio. Ai, tenho medo, já disse. Sou uma medrosa, mas não quero tornar a morrer, quero é ir me embora. Tu disseste que ias comigo. Vamos mesmo? Olho umas fotografias que tenho coladas na parede, tinha um olhar tão inocente. Tenho saudades dos meus tempos, não queria crescer, não quero crescer. E estou a crescer de uma forma tão absurda. Quando tiver uma filha não vou deixar que seja como eu, e sim, estou-me a lembrar da nossa conversa do outro dia, e de aquilo que disseste que eu era. (...) Talvez seja, e agora? Tenho tanto mas TANTO para estudar e estou aqui, a escrever não sei bem porque. Nao me apetece nadinha nadinha nadinha. Quero ir ouvir a chuva a cair no teu rosto e as gostas brilhantes a escorrerem -te. Quero as tuas mãos frias, o fumo do teu cigarro, as tuas perguntas credulamente repetitivas ee quero-te a ti mais que qualquer coisa. Não cantes, não cantes palavras ocas por momentos. Eu fi-lo, mas não devia te-lo feito. E vou gritar mais vezes, alias, vou gritar as vezes que forem precisas o teu nome no meio da rua, e vou meter te o piercing direito, e vou tirar-te o capuz da cabeça, e vou comentar os teus boxeres, e puxar te o cabelo todo mal cortado e de alguma forma tentar mostrar te algum deste esmagador, irresistivel, imponente, e eterno sentimento. (e sim, hoje apeteceu me por cor)
Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009
Estou feliz. Ai, tanta coisa por explicar, tantos gritos por soltar, tantos beijos por dar. Já vivi tanto e tão pouco. Queria fazer mil e uma coisas e ao mesmo tempo queria deitar me numa cama e ficar lá um mês a ver o tempo passar lá fora, na rua, sentir que não sou importante. Se eu não existir a vida corre normalmente e por isso apetece me tanto voar por aí. E não quero nem ir contigo, nem com aquela, nem com aquele outro. Quero ir sozinha, encontrar-me comigo mesmo, conhecer este ser que me acompanha desde sempre inevitavelmente e que nem por um segundo parei com a finalidade de realmente me conhecer. Tenho estado.. assim. É bom estar contigo, mas não te quero magoar e nao me quero magoar a mim também. Tenho um passado muito recente ainda por esquecer, ou por simplesmente o tornar indiferente, coisa que ainda não acontece. O teu sorriso aquece qualquer tarde de chuva, assim como o teu casaco que já possui o meu perfume. Gostei especialmente da tua companhia naquela tarde de um dia qualquer que já nao sei bem qual à beira da loja de animais. Lembras-te? Eu gostei. E depois da outra, e da outra. Em que numa fracção de segundos tudo mudou, "olá amigo", e serás meu amigo para sempre. Disso eu nunca vou abrir mao. Porque és grande, não.. és GRANDE. Mesmo. E eu respeito-te e gosto-te assim, tal e qual como és
keep smiling
keep smiling
Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009
Não me apetece escrever e sinceramente não sei porque o estou a a fazer. tenho tanta cisa na minha cabeça neste momento, tanta. Não vou explicar nada, simplesmente não me apetece. Hoje errei, nao devia ter feito aquilo que fiz, e vou ignorar completamente esse meu descuido. Morreste. É nisso que tenho que pensar. Gostava de escolher, gostava de ter mão em tudo o que se passa em toda a minha vida e não deixar que vá passando simplesmente. Está de chuva hoje
Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009
Eu estou assim.. e nem sei se isto é bem estar. Não sinto que viva, apenas sinto que existo. É uma sensação como outra qualquer, talvez posso compara-la a uma rua vazia sem casas, sem pessoas, sem sonhos, sem discussões, sem tag's numa parede, sem portas, sem crianças a brincar na berma dos passeios, sem carros estacionados. Sinto-me inútil no meio disto tudo. Eu tenho-te outra vez, mas já não sei se te quero. Estou tão farta de tudo, já não se limita a ti nem a mim, nem a um nós que possa sequer existir.. É tudo tão falso, tão forçado. Foi um devaneio de uma tarde de Outono, de umas noites estreladas, de umas tardes gelidas em que nos aquecia mos na fogueira da nossa paixão. Na altura em que te achei puro e gostei de te conhecer, sei-o agora que era uma falsidade, palavras ditas à toa, promessas nascidas de momentos. Não sei que fazer.. quero dormir. Quero dormir e ter alguém a meu lado a abraçar-me, mas não quero um alguém qualquer, quero um alguém especial. Alguém que marque pela diferença e nunca pelas decisões da multidão. Quero alguém que ouça o meu silêncio, que procure as respostas no meu olhar, que se preocupe com aquilo que penso e não com aquilo que faço. Quero para além de um corpo.. quero uma alma. Uma alma solta e livre, mas sempre fiel e leal. Que diga a verdade, mesmo que seja a mais doce da mentira. Que me pinte um céu em tons alaranjados e verdes, e que sorria.. que sorria pelas coisas mais insignificantes. Quero alguém que me entenda e que não procure simplesmente questionar. Quero ter-te, estejas lá onde estiveres. Eu espero por ti. Torna-se tudo tão mais complicado quando sentimos que tudo o que nos rodeia é sujo, é frio. Eu sinto-me suja, sinto-me fria. Misturei-me com o ambiente que me envolve e não consigo desprender-me. Ajuda-me, suplica. Tenho uma esmagadora vontade de deixar tudo para trás, as asas que um dia me deram ainda estão no armário e quero dar-lhes uso. Não me chega apenas imaginar, necessito de sentir. Suspiro, o suspiro da solidão. Como é possível estar rodeada de tanta gente e querer apenas a atenção de uma só pessoa? Estou uma confusão e continuo a confundir-me na infinidade dos meus singelos pensamentos.. Porque? Tenho tantos porques e tão poucas respostas. Tou oca, estou vazia. Não estou a aproveitar aquilo que de mais valioso me deram e não faço nada para travar os segundos que fluem pelo meio dos meus dedos como simples gotas da chuva. Chega. "Se calhar sou doida, sofro da mais antiga enfermidade do ser humano e que ainda nenhum cientista se lembrou de diagnosticar, estudar e classificar como uma patologia: não sei viver sem amor. Preciso de amar e ser amada para viver sem me deixar engolir pela realidade, sem sentir que estou a lutar para me manter à tona." ( In Diário da tua Ausência ) E agora? Deixo para a retaguarda todos os meus esforços para que isto desse certo e despeço-me de ti com um breve beijo na cara? E se me arrependo? E se não passa de uma fase? Passei tanto para te ter, derrubei tantas muralhas, atravessei tantos rios, trepei a tantas árvores e agora simplesmente.. Já não te quero? Eu não posso funcionar bem desta cabeça, não posso.
Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009
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- Teresa
- «Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer.» - Fernando Pessoa